Geógrafo de formação, artista por teimosia, ou talvez por destino, Lucas encontrou na tatuagem o ponto exato onde tudo passou a fazer sentido. Foi num daqueles momentos em que a vida parece meio perdida, sem rota definida, que ele começou a tatuar. E não demorou para perceber que ali era o seu lugar: mão firme no traço, escuta atenta e o coração leve na conversa.
No estúdio, Lucas foge completamente da ideia de um ambiente frio ou silencioso demais. Com ele, não existe clima engessado nem aquele silêncio tenso típico de estúdio “chique”. Enquanto a agulha corre, rola conversa, risada, troca e até uma boa fofoca, porque, para Lucas, tatuar é também criar vínculo. A arte nasce do encontro.
Seu principal foco hoje é o blackwork, estilo que mais o representa e que também o desafia tecnicamente. Traços marcantes, contrastes fortes e composições que exigem precisão fazem parte da sua assinatura. Mas o trabalho não se limita a isso: Lucas também transita com segurança pelo fineline, com linhas delicadas e minimalistas, e pelo oldschool, carregado de tradição, símbolos clássicos e personalidade.
Mais recentemente, Lucas tem direcionado um olhar ainda mais atento para a tatuagem em peles pretas, buscando especialização técnica, estudo contínuo e, sobretudo, respeito. Ele entende que tatuar vai além do desenho: envolve conhecer a pele, adaptar técnicas e valorizar a estética de cada corpo. Ainda assim, faz questão de reforçar que sua maior paixão é tatuar pessoas, independentemente do tom de pele.
No Crisa, Lucas não tatua apenas imagens. Ele marca histórias, fases, afetos e recomeços. Seu trabalho é um convite à autenticidade, à conversa franca e à arte que acontece sem pose, sem pressa e sem filtros. Porque, no fim das contas, mais do que um tatuador, Lucas é alguém que escolheu transformar caminhos tortos em linhas permanentes, e cheias de significado.
Instagram: @moura.ttt





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