Entre o gesto, o corpo e a festa, o trabalho autoral de um artista visual que transforma acessórios em presença cênica e expressão identitária
Ao longo de todo o ano, o artista visual e artesão desenvolve uma produção contínua e autoral centrada na criação de leques personalizados, peças que ultrapassam a função estética e se afirmam como objetos performativos. Pensados como extensões do corpo e do gesto, esses leques ganham vida especialmente no Carnaval, mas também ocupam outros contextos festivos, artísticos e culturais.
Produzidas artesanalmente, as peças refletem um processo atento ao tempo do fazer manual, ao cuidado com os materiais e à relação direta com quem as utiliza. O trabalho se estrutura majoritariamente a partir de peças únicas ou pequenas séries, reforçando a singularidade de cada criação e a dimensão sensível do artesanato contemporâneo.
Artes visuais: corpo, cotidiano e resistência
Paralelamente ao trabalho artesanal, o artista atua como artista visual, produzindo quadros e outras obras que atravessam temas como corpo, experiência sensível, cotidiano e resistência. Essas diferentes linguagens, o objeto, o acessório e a obra visual, não se apresentam de forma isolada, mas se conectam e se retroalimentam dentro do processo criativo, ampliando as possibilidades de expressão e pesquisa estética.
Criar também é escutar o corpo
A trajetória artística é atravessada por desafios pessoais de saúde, como a fibromialgia, que influenciam a organização do trabalho e os ritmos de produção. Longe de definir ou limitar sua atuação, essa experiência transforma a criação em um espaço de escuta do corpo, adaptação e permanência, onde o fazer artístico se mantém como prática possível, viva e necessária.
Arte independente e relação direta com o público
Atuando de forma independente, o artista mantém uma relação próxima com clientes e público, apostando em processos personalizados e na valorização do artesanato e da arte manual como práticas contemporâneas e fundamentais para o Carnaval e para a cultura popular urbana.
Em um cenário marcado pela padronização e pela produção em massa, seu trabalho reafirma o valor do feito à mão, da presença e da criação como experiência compartilhada, onde cada peça carrega gesto, história e identidade.
Instagram: @hamsadasa





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