No cenário hospitalar, o pós-operatório imediato representa uma fase decisiva para o sucesso da recuperação do paciente, e é justamente nesse momento que a atuação do fisioterapeuta se torna ainda mais estratégica. O primeiro contato profissional vai muito além de uma avaliação inicial: trata-se do início de um processo de reabilitação que impacta diretamente na funcionalidade, na segurança e na qualidade de vida do paciente.
Com comunicação clara, objetiva e humanizada, o fisioterapeuta orienta o paciente desde o leito hospitalar, explicando cada etapa do cuidado e promovendo confiança no tratamento. Associado a isso, o posicionamento adequado no leito ajuda a prevenir dores, desconfortos e complicações circulatórias.
Sempre que possível, já são iniciadas intervenções para o controle de dor e edema, estímulo à mobilidade precoce e preservação da função muscular e articular. Ajustes de dispositivos de marcha, como andadores ou bengalas, fazem parte desse processo, contribuindo para uma retomada mais segura das atividades. Segundo a fisioterapeuta Dra. Carmem Carneiro, o diferencial da reabilitação está no envolvimento ativo do paciente:
“O engajamento e o desenvolvimento da autoeficácia são fundamentais para o sucesso do tratamento e para uma recuperação mais segura e eficiente.”
Ao estimular o paciente a participar do próprio processo de recuperação, a fisioterapia não apenas reduz riscos como trombose e rigidez articular, mas também acelera ganhos funcionais e fortalece a confiança para o retorno às atividades do dia a dia.
Assim, o cuidado fisioterapêutico no pós-operatório imediato se consolida como um pilar essencial da recuperação moderna: técnico, humanizado e focado na autonomia e no bem-estar do paciente.





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