Natural de Garanhuns e radicada no Recife desde os anos 80, Eulina Ferraz construiu uma trajetória sólida e respeitável na engenharia civil ao longo de mais de três décadas. Sócia-diretora da Planeje Engenharia desde 2018, ela sempre esteve habituada a projetar estruturas firmes, mas foi na literatura que encontrou o espaço para reconstruir a si mesma.
Divorciada, mãe de três filhos e avó de duas netas, Eulina também carrega em sua rotina o cuidado com o corpo e a mente, sendo praticante de pilates há 15 anos. No entanto, foi após um profundo processo de ressignificação pessoal que sua vida tomou um novo rumo. Em 2019, lançou seu primeiro livro, Palavras Soltas Cheias de Amor, sem pretensões literárias, mas como um registro íntimo de sentimentos e vivências.
O que era para ser apenas um marco pessoal ganhou proporções surpreendentes. A obra passou a impactar leitores em processos de recuperação emocional, especialmente relacionados à depressão, sendo utilizada até hoje em círculos de biblioterapia e discutida em escolas e universidades como ferramenta de superação. O reconhecimento levou o livro a espaços de destaque, incluindo a Bienal do Livro de Pernambuco 2023.
Ainda em 2023, seu talento literário foi reconhecido nacionalmente ao ser convidada pela Provérbio Editora para integrar quatro importantes antologias: Feminina, O Amor Vence Tudo, UAI SÔ! Minas Gerais em Contos e Poemas e Poemas e Afetos. Um passo significativo que consolidou sua presença no cenário literário contemporâneo.
Encerrando 2024 com força e autenticidade, Eulina lançou, em 12 de dezembro, sua mais nova obra: Chamou para um café (e me queimou pra sempre). Com lançamentos realizados em Recife, Natal e Belo Horizonte, o livro mergulha em narrativas intensas que transitam entre contos, crônicas e prosa poética. A obra propõe ao leitor uma jornada sensível entre o céu e o caos, conduzindo a um reencontro com o amor, não idealizado, mas vivido, sentido e transformador.
Mais do que escrever, Eulina Ferraz cumpre uma missão: dar voz ao mundo interior. Sua literatura nasce da coragem de expor sentimentos, da liberdade de transformar dores em palavras e da delicadeza de tocar almas. Em cada linha, há não apenas uma autora, mas uma mulher que encontrou na escrita um caminho de libertação, e que, generosamente, convida o leitor a fazer o mesmo.





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