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Maio bordô reforça conscientização sobre enxaqueca e cefaleias com ações educativas no Recife

O mês de maio foi marcado por uma série de ações voltadas à conscientização sobre prevenção, diagnóstico e tratamento adequado das cefaleias, especialmente da enxaqueca — uma das doenças neurológicas mais incapacitantes do mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde.

As atividades foram promovidas com participação da Sociedade Brasileira de Cefaleia e reuniram profissionais da saúde, pesquisadores, professores universitários e pacientes em Recife, ampliando o debate sobre uma condição que ainda é frequentemente negligenciada e subdiagnosticada.

Entre os nomes envolvidos estiveram a professora Daniella Araújo , integrante do Comitê de Fisioterapia da sociedade, a professora Juliana Andrade do Comitê de Pesquisa Experimental e Clínica, além da professora Erlene Ribeiro membro do Comitê de Políticas e Advocacia. Também participaram médicos e pesquisadores integrantes da sociedade brasileira de cefaleia entre eles o Dr. Luiz Severo neurocirurgião e médico da dor. 

As programações ocorreram em diferentes espaços da cidade, incluindo o Departamento de Fisioterapia da Universidade Federal de Pernambuco, o Parque Dona Lindu e a Associação de Docentes da UFPE, aproximando informação científica, educação em saúde e acolhimento da população.

Um dos temas discutidos ao longo das ações foi a relação entre cefaleias, enxaqueca e mudanças climáticas, trazendo reflexões sobre como fatores ambientais, ondas de calor, alterações de pressão atmosférica e estresse térmico podem atuar como gatilhos para crises de dor.

Outro ponto amplamente debatido foi o perigo do uso excessivo de analgésicos. Muitas pessoas recorrem à automedicação frequente sem saber que o abuso de medicamentos pode cronificar a dor e gerar a chamada cefaleia por uso excessivo de medicação.

Durante as atividades, o Dr. Luiz Severo reforçou a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento especializado:

“Existe uma mensagem que precisamos reforçar para a população: três é demais. Se você teve três crises de dor de cabeça dentro de um mês, por três meses consecutivos, você precisa procurar um especialista para investigação, diagnóstico e tratamento adequado. A enxaqueca tem tratamento, e ninguém deve normalizar viver com dor frequente.”

A Dra. Juliana  destacou que o tratamento da enxaqueca vai muito além do uso isolado de analgésicos:

“Hoje sabemos que o tratamento preventivo é fundamental. Não podemos basear o cuidado apenas em medicações para aliviar a dor na crise. Precisamos tratar o cérebro da enxaqueca, entender os gatilhos, melhorar sono, estresse, hábitos de vida e, quando necessário, utilizar terapias preventivas modernas.”

Já a professora Daniela chamou atenção para os riscos da automedicação e para a importância de uma visão multidisciplinar no cuidado ao paciente:

“O uso excessivo de analgésicos pode piorar a dor e transformar crises episódicas em cefaleias crônicas. Além disso, o paciente com enxaqueca frequentemente precisa de acompanhamento multidisciplinar, envolvendo fisioterapia, atividade física orientada, manejo do estresse, sono e suporte integral ao cuidado.”

Os especialistas reforçam ainda que a dor de cabeça recorrente não deve ser encarada como algo “normal”. Além do diagnóstico adequado, hoje existem tratamentos preventivos modernos, incluindo mudanças no estilo de vida, fisioterapia especializada, terapias comportamentais, neuromodulação e novas terapias medicamentosas voltadas para cefaleias.

As ações realizadas ao longo do mês tiveram como principal objetivo aproximar informação científica da população, combater mitos relacionados à dor de cabeça e incentivar o diagnóstico precoce, reduzindo sofrimento e incapacidade associados às cefaleias crônicas.

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About Dr. Elexsandro Araújo

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