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Metabolismo também importa: o olhar integral do Centro Paraibano de Dor no tratamento da dor crônica


Inflamação de baixo grau, obesidade, alterações hormonais, sono desregulado e deficiências nutricionais podem coexistir com a dor e influenciar a recuperação. No Centro Paraibano de Dor, investigar o metabolismo faz parte de uma abordagem que busca compreender o paciente por inteiro.

Tratar a dor crônica exige olhar além do local onde dói. No Centro Paraibano de Dor (CEPDOR), a avaliação metabólica integra a jornada de cuidado justamente porque a experiência dolorosa não acontece de maneira isolada: ela pode coexistir com alterações do sono, obesidade, baixa disponibilidade de energia, deficiências nutricionais, alterações hormonais e estados de inflamação crônica de baixo grau.

Por isso, durante a investigação clínica, o paciente não é avaliado apenas pela coluna, articulação, nervo ou região dolorosa. Quando indicado, também são analisados aspectos metabólicos e nutricionais capazes de interferir na saúde global e potencialmente contribuir para a persistência dos sintomas.

É comum encontrarmos pacientes que, além da dor, relatam fadiga persistente, sono não reparador, dificuldade para perder peso, redução da disposição física e alterações de concentração e memória. Esses sinais precisam ser contextualizados. Nem toda alteração laboratorial explica a dor, assim como um exame considerado “normal” não significa necessariamente que todos os fatores envolvidos no adoecimento estejam adequadamente controlados.

Um corpo em dor precisa ser compreendido por inteiro

A proposta do CPDOR é integrar diferentes pilares do tratamento. O metabolismo é um deles.

Isso significa investigar, quando clinicamente pertinente, condições como obesidade, alterações hormonais e metabólicas, deficiências de vitaminas e minerais e outros fatores associados ao estado nutricional e inflamatório do organismo. O objetivo não é procurar uma única causa para a dor, mas identificar fatores modificáveis que possam dificultar a recuperação.

Essa visão também considera um elemento fundamental: a produção de energia celular. Alterações metabólicas e nutricionais podem repercutir sobre o funcionamento celular e mitocondrial, enquanto sono inadequado, sedentarismo, excesso de tecido adiposo e outros fatores podem se relacionar a um ambiente biológico menos favorável à recuperação.

É nesse contexto que o cuidado nutricional ganha espaço.

No Centro Paraibano de Dor, o acompanhamento pode envolver nutricionista, médicos e equipe de enfermagem, construindo estratégias individualizadas de alimentação e correção de deficiências identificadas. Quando existe indicação médica específica, a terapia nutricional também pode incluir suplementação e terapias injetáveis, realizadas com prescrição, acompanhamento e aplicação pela equipe de enfermagem.

Não se trata de substituir o tratamento convencional da dor por vitaminas, hormônios ou estratégias metabólicas. Pelo contrário. Trata-se de somar pilares.

Medicamentos, procedimentos intervencionistas, fisioterapia, atividade física, neuromodulação, sono, saúde emocional, alimentação e metabolismo podem precisar caminhar juntos, de acordo com as necessidades de cada paciente.

Dor é mais do que aquilo que aparece no exame

Um dos princípios que norteiam o trabalho do Centro Paraibano de Dor é compreender que a dor crônica é uma experiência complexa e multifatorial.

O paciente pode ter uma hérnia de disco, uma artrose ou uma neuropatia documentada nos exames, mas também pode estar dormindo mal, ganhando peso, perdendo massa muscular, apresentando fadiga e reduzindo progressivamente sua capacidade de realizar atividades físicas. Todos esses elementos podem interagir e dificultar sua recuperação.

Por isso, tratar apenas a imagem da ressonância ou apenas o ponto onde dói pode ser insuficiente.

Nosso objetivo é tratar a pessoa que sente a dor.

A avaliação do metabolismo representa, portanto, mais uma peça dentro desse cuidado integral: identificar o que pode ser corrigido, recuperar condições biológicas favoráveis ao funcionamento do organismo e integrar essas estratégias aos demais tratamentos necessários.

No Centro Paraibano de Dor, entendemos que cuidar da dor também significa cuidar do sono, da alimentação, da composição corporal, da saúde metabólica, da energia, do movimento e da capacidade de voltar a viver com funcionalidade.

Porque, quando falamos em dor crônica, o tratamento não deve olhar apenas para onde dói. Precisa compreender o organismo como um todo.


Dr. Luiz Severo

Neurocirurgião Funcional | Especialista em Dor

PhD em Neurociências

Centro Paraibano de Dor – CEPDOR

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