Criado pelo fisioterapeuta e quiropraxista Alexandre Marconi, método reúne diferentes recursos clínicos a partir de uma ideia central: entender o paciente antes de escolher como tratar.
Quando alguém procura atendimento por dor na coluna, no pescoço ou em outra região do corpo, o local do sintoma é apenas uma parte da história. A rotina, o trabalho, o treino, o sono, os movimentos e a forma como o corpo responde às sobrecargas também podem ajudar a compreender o quadro.
Essa visão orienta a prática clínica de Alexandre Marconi, com 28 anos de experiência e mais de 60 mil atendimentos. Especialista em Aparelho Locomotor no Esporte pela UNIFESP, e hoje atende no Instituto AM | Saúde Integrada, no Tatuapé, em São Paulo.
Marconi criou o Conceito ATMA®️, sigla para Associação de Técnicas Musculoarticulares. A proposta é integrar avaliação e tratamento, conectando Cérebro, Coluna e Corpo. Em vez de partir de uma técnica previamente escolhida, o atendimento começa pela compreensão das necessidades e dos objetivos de cada pessoa.
Na avaliação, são considerados o histórico do paciente, suas atividades e a maneira como se movimenta. Restrições de mobilidade, compensações e alterações musculoesqueléticas também podem ser observadas. A partir dessas informações, o profissional define quais recursos fazem sentido para aquele caso e acompanha a resposta ao tratamento.
A caixa de ferramentas do ATMA®️ reúne diferentes abordagens. Entre elas estão liberação miofascial manual e instrumental, Técnica de Jones, dry needling, mobilizações articulares, terapia manual e manipulação de alta velocidade e baixa amplitude, conhecida como thrust. O método também pode incluir tração cervical com o Y-PULL®️, equipamento desenvolvido por Marconi, flexo-distração lombar e exercícios terapêuticos, inclusive os baseados em preferência direcional.
A variedade de recursos, porém, não é apresentada como uma lista de técnicas a serem aplicadas da mesma forma em todos os pacientes. A escolha depende da avaliação, dos objetivos, das condições clínicas e da resposta individual. Exercícios e reavaliações ajudam a acompanhar mudanças na mobilidade, na força e na função.
Nesse contexto, Marconi usa o termo recovery como recuperação funcional: um processo voltado a restaurar movimento, função e capacidade física. A expressão não significa promessa de regeneração de tecidos. A ideia é ajudar o paciente a retomar, de forma progressiva, as demandas do trabalho, do treino e da rotina.
“Mais do que tratar a dor, o objetivo é recuperar movimento, função e capacidade física”, resume a proposta do atendimento. O Conceito ATMA®️ organiza essa jornada: compreender o que está acontecendo, selecionar os recursos adequados e acompanhar como o corpo responde.
Para Marconi, a técnica é parte do tratamento, mas não substitui o raciocínio clínico. É a avaliação que orienta quando, como e por que utilizar cada recurso — e quando reavaliar a conduta. Assim, o foco deixa de ser apenas o sintoma e passa a incluir a capacidade de cada pessoa de se movimentar e seguir ativa ao longo da vida.




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