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Pilates Como Ferramenta em Reabilitação Fisioterapêutica. Fala da Dra. Fabi Fukushima


Exercícios físicos nunca estiveram tão em evidência como nos últimos tempos. Artigos recentes em fisioterapia demonstram que o repouso deixou de ser uma prescrição comum, salvo em casos específicos onde se faz necessário. Nessas situações, sempre recomendamos consultar um profissional qualificado.

O Pilates, embora seja um método completo de atividade física, pode ser estrategicamente fracionado e utilizado como ferramenta eficaz no processo de reabilitação física e motora. Pacientes que necessitam aprimorar aspectos específicos de sua funcionalidade podem se beneficiar de exercícios de Pilates prescritos de forma individualizada.

Atualmente, existem pesquisas robustas comprovando sua eficácia como complemento na reabilitação para pacientes com:

  • Sequelas de acidente vascular cerebral (AVC)
  • Esclerose múltipla
  • Parkinson
  • Encefalopatia crônica não progressiva (paralisia cerebral)
  • E diversas outras condições físicas de saúde

Por Que o Pilates é uma Ferramenta, e Não Fisioterapia?

Primeiramente, precisamos saber que o Pilates envolve 6 princípios básicos: concentração, centralização, controle, fluidez, precisão e respiração. E é importante fazer uma distinção: durante o processo de reabilitação fisioterapêutica, nem sempre é possível utilizar todos os princípios do Pilates simultaneamente. Eis por que:

  • Em fases agudas ou iniciais da reabilitação, pacientes podem não conseguir executar movimentos com fluidez e/ou concentração e precisão, por dor, falta de familiaridade com o movimento, diminuição da amplitude de movimento, falta de equilíbrio, falta de força ou até mobilidade.
  • Um exercício de Pilates, quando isolado, torna-se uma ferramenta específica para abordar necessidades particulares.
  • O fisioterapeuta seleciona e adapta os exercícios conforme a condição clínica, não necessariamente seguindo o método Pilates em sua totalidade.

Portanto, o Pilates não substitui a fisioterapia; é um recurso que o profissional utiliza dentro de uma conduta mais ampla. Conhecimentos clínicos e a literatura científica demonstram que, quando o objetivo é melhorar a funcionalidade, os exercícios de Pilates podem ser considerados ferramentas potentes dentro da reabilitação.

Os resultados apontam que os exercícios de Pilates são eficazes como componente integral do plano de tratamento, contribuindo significativamente para a restauração funcional, melhoria da força muscular, estabilidade do core e qualidade de vida.

Assim, a qualidade da reabilitação reside não na aplicação rígida do método, mas na inteligência clínica do profissional em utilizar seus princípios e exercícios de forma estratégica e individualizada.


 

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